Bike em Terra

Bike em Terra
Topo do Marão 1420 metros (mais ou menos *)

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Do Vale Coronado ao Alto do Farinha 2010.08.28

Olá caros enterras,

Nem sei como começar a narrativa do passado fim-de-semana, tantas foram as pedaladas, que até lhe perdi a conta.

Em primeiro lugar o objectivo era ambicioso:

Em bicicleta ir do Vale Coronado ao Alto do Farinha, também conhecido por Senhora da Graça e vir com o Chefe. Em primeiro lugar fiquei contente com a adesão espontânea dele, pois assim que eu disse - “No Sábado vou à Senhora da Graça!”, ele respondeu: “Eu também! Onde fica isso?”. Como vêm o sentido de orientação do homem é impecável, e digo-vos mais, se não* fosse ele neste momento ainda andaríamos às voltas ali para os lados de Chaves… ou Puebla de Sanabria…

Combinamos por volta das 6 em minha casa, e saímos por volta das 7, estava um frio!! No mínimo 11 graus, mas rapidamente aqueceu para uns 14 na subida para a Seroa… O rumo foi Paços de Ferreira, Freamunde, Lousada, Lixa, Celorico, Mondim.

Sem problemas chegamos ao sopé do cone sempre impressionante por volta das 11 e 30, aqui já faziam uns 32, 33 graus. Obviamente já tinha esquentado!

A subida decorreu sem problemas de maior, um pouco menos de 1 hora e depois a descida… rápida. E lá nos pusemos a caminho: “Já só falta metade!”, diz o Chefe… A subida de Celorico para Fervença é do piorio! Paramos mais 4 ou 5 vezes para reabastecimentos, recolocações geográficas e pausas forçadas (músculos sujos e com dores)**…

Quando por fim chegamos à Serôa foi o alívio do costume, agora é mesmo sempre a descer até casa… Acabamos perto das 7, com uma média próxima dos 20, 10 horas e 30 a pedalar. E digo-vos uma coisa, Chefe é Chefe e uma boa companhia! Com ele está sempre tudo bem!

* retirem o não
** do Morcão

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Comentário muito grande que virou artigo

Ora boas !

Estas ferias têm sido assim assim. Descobri a importância dos alongamentos antes e depois do treino. Depois explico-te pois para ti (murcão) ainda mais importante é dado o teu problema de cóóóóluna.

Agora, a melhor noticia foi que ontem, ligaram-me da PatoCycles a dizer que o meu canhão estava pronto ! Apesar do tempo que demorou, sai da loja com um sorriso de orelha a orelha ! Cobraram-me 17,15€ devido ao transporte da forqueta para a Fox. Foi o seguinte :

- Substituição da coroa;
- Kit de retentores;
- Lubrificação Fox;
- Aranha de direcção;

De notar que o manipulo TALAS (na perna esquerda) que permite regular o curso (100-120-140) é o da nova TALAS, ou seja, mais facil de rodopiar (hehehehe).

Só tenho a agradecer à PatoCycles !

De resto, comecei logo na 2ª feira com partida na Singesco, Sanatório, Rio Ferreira, Couce e ainda estava a pensar subir quintarei para depois descer pela habitual subida (quintarei inbertidu) mas ao olhar para lá, estava muito fumo do que parecia ser mais um incendio. Tentativa abortada e regresso a casa.
Nos dias seguintes, apenas rolar uns 15 Km/dia. O melhor está para vir : O Marão. Vou para lá amanhã !

Relativamente aos 5 Cumes por mim tásse bem. Eu estou com a esperança de que todos vão aos 5 e ninguém aos 3.

(silencio)

É preciso ver o resto do pessoal e principalmente, convém que se INSCREVAM ! (e já agora que paguem também). O almoço para mim não está incluido mas se vocês não tiverem outra hipotese, levem uma mochilinha e tragam alguma coisa pró TuOuSix, nem que não seja meia batata palha ou dois grãos de arroz... Ou melhor, pegam num bocado de carne e enrolam num guardanapo e se alguém perguntar onde vão com isso digam :
- É para o meu cãozinho que está no carro cheiinho de fome, que eles deixam passar !

Relativamente ao Chefe : Um dia vamos mudar de nome para ReventaBainhas. Eu explico. No passado sábado fui eu, o Cute e o Chefe dar uma volta, assim em jeitos de passeio. Subimos o sanatório, Santa Justa (à justinha que aquilo sobe, menino, mas sobe mesmo !), Rio Ferreira, Couce e casa.
Enquanto nos deleitavamos com o lanche ali no sopé de Pias observamos variadissimos fenómenos :

- 5 indigenas que tinhas acampado alí que estavam a arrumar as tralhas enquanto ouviam musica cigana e/ou musica às bolinhas (Cute sabe a que me refiro). Qual não foi o meu espanto quando arrumaram tudo nos carros menos os sacos do lixo. Que irritancia ! Pessoal otário ! Com baldes do lixo a 200 metros no máximo ! Apetecia-me ir lá e fazê-los engolir-le-os ! FDP ! Tem algum jeito ? Não entendo. Só não fui lá dar-lhes um fardo de purrada porque estava de licra e podia parecer mal.

- Outro fenómeno, infelizmente infeliz foi que durante o passeio e até esse ponto, o chefe queixava-se de uns barulhos. Até aqui nada de anormal, é o costume. É isso e quando vou com estes dois é ovo à frente e ovo atrás. Infelizmente, digo e repito, o Chefe tinha razão ! Havia um ruido que para mim era familiar. Um ranger (não o do Texas) na parte da frente da golden one, algo parecido com o ranger da Canyon antes da forqueta ir para a garantia.
Tirei a roda da frente da Golden (que é mesmo muito levezinha) e pedi ao Chefe para segurar a bike só na roda de trás. Agarrei a forqueta e torci-lhe as pernas um bocadinho. Facto consumado : As bainhas estavam a ranger, provavelmente devido a destemperamento das soldaduras (ou algo do género). O chefe suspeitava da caixa de direcção e eu também queria suspeitar, mas o barulho era de facto muito familiar, familiar de mais. No dia seguinte veio a confirmação : Era mesmo a forqueta ! Fónix ! Outro !?!?! Como ?
Chefe, pensa, ao menos está com saude (fisica, porque mental, tststs). Tudo o resto se resolve, com mais ou menos tempo...
Agora que é uma coisa má, é ! Se quiseres, empresto-te a minha PLCM agora que tenho o canhão.

O Coutinho não sei quem é.

(silencio)


O Mister Ci está em estágio de Agosto que consiste em dar umas voltas solo onde só deixa cair as pernas nos pedais. Deixá-lo andar a ver se recupera da lesão em definitivo.

Desejo-vos voas voltas 100 + problemas mecânicos. Eu, vou pró Marão e espero não apanhar incendios !

Grato pela atenção dispensada,
2ou6

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Já lá estou !!!!



Só fiquei triste por este ano não passar pelo Facho :(
...Tinhamos encontro marcado... Se calhar, depois da maratona feita, vou subir-le-o. (Olha o murcão : Tás Tolo)

Pessoal, é uma boa maratona.
Se quiserem saber, estou inscrito para os 80Km sem almoço.

TuOSix

terça-feira, 27 de julho de 2010

Le Tour 2010 à Rodez


Já que estão a acabar as férias vou dedicar algum tempo a descrever o que vi do Tour em Rodez. Antes de mais parabéns ao Contador, ao Schleck, ao Sérgio e ao Lance. Todos saíram vencedores destas 3 semanas, no meu entender.

A 13.ª etapa partia de Rodez e terminava em Revel e era, basicamente, uma etapa de transição, dos Alpes para os Pirinéus.

Saí de casa do meu cunhado às 8 em ponto, com o meu sobrinho. As festividades já tinham começado com o pequeno-almoço de tripoux* , oferecido pela câmara, que gastou 200.000€ para ser uma ‘Ville départ’ do Tour.
Já que falo em euros, cada carro da caravana publicitária pagou 40.000€ para participar, e eles eram muitos. A caravana, que este ano comemorava 80 anos, é em si um espectáculo também, tem 20 kms de extensão e demora 45’ a passar. E foi aqui, olhando o relógio, que percebi porque os portugueses vão estar sempre atrasados**...

Tratei das encomendas da malta, dei uma volta ao parque da caravana e fui guardar as camisolas. A partir das 10:30 começaram a chegar as camionetas das equipas e os respectivos carros de apoio, 3 por equipa com as bicicletas sobresselentes no tejadilho. Nós estávamos junto à entrada a tirar fotos a tudo quanto mexia. As bicicletas dos corredores saem do autocarro também. Por volta das 11:30 saiu-nos a sorte grande, um membro da organização ofereceu ao meu sobrinho e a mim um livre-trânsito para o parque. Que espectáculo!

E fomos direitinhos à zona da Radio Shack, vimos vários corredores, o Kloden, Leipheimer, Brajkovic, Horner e o Sérgio Paulinho. Dei-lhe os parabéns pela vitória, e ele agradeceu, surpreendido por alguém lhe falar em português… Como não aparecia o Boss fomos passear pelas áreas das outras equipas. Tivemos em quase todas e conseguimos estar ao pé do Vinoukorov e vários outros da Astana, mas não os conhecia. O meu sobrinho escolheu a bicicleta que queria para os anos e tirou uma foto com o Chavanel. Depois voltamos para junto do autocarro do Lance, já só restava uma bicicleta encostada, ainda por cima com o número 21, por isso ainda não tinha saído. Já faltava pouco para a partida fictícia e eis que ele desce. Tal qual como o vemos na TV, falou uns segundos para uma jornalista americana, deu uns autógrafos e lá foi.

E foi assim, inesquecível!

* Como não têm consistência não comi.
** Uma hora...

PS:

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Le Morcon


Salut tout le monde, içi Le Morcon.

Trago-vos notícias de terras gaulesas que visitei com a família e que certamente não esquecerei. Quando há uns meses planeei o percurso, assim que soube que um local da partida seria Rodez, pensei em passar uns dias nos Pirinéus e depois seguiria para a casa do meu cunhado, mas estava longe de imaginar o que são aqueles montes e a dimensão do Tour.

A localização do acampamento zero foi Argelès-Gazost, pela proximidade dos grandes cumes, porque é habitual o Tour passar por lá e porque dali é sempre a subir. O primeiro foi o Hautacam que, como os outros, previ antecipadamente com a ajuda do site climbbybike, com 1635 metros de altitude, 6,8% de média, acumulado 1170 e dista 17.3 de Argelès. Podem ver no vídeo uma subida do boss, muito* parecida com a minha.



No dia seguinte era a vez do mítico Tourmalet, que neste ano iria ser escalado pelo Tour por duas vezes, uma pelo lado de La mongie e outra pelo de Luz Saint Sauveur. Escolhi naturalmente esta última porque permitia um aquecimento prévio de 25 km a partir do hotel**, necessário para tão grande subida. São 19 kms com uma média de 7,4, 2115 metros de altitude e um acumulado de 1404. Demorei 2 horas desde Luz St Sauveur para conseguir chegar lá e comprar um gelado e uma cola. Só tenho a dizer uma coisa parafraseando o Coutinho:
- Brutal! É imenso! E dinheiro bem empregue pois a cola soube-me pela vida!


Passaram por mim imensos ciclistas, quer num sentido quer noutro, e os que subiam na grande maioria diziam ‘Bon Jour’ ou ‘C’est dur!...’. Uma ciclista à saída de Barèges subia com um bebé num atrelado, as caravanas já ocupavam as áreas melhores, era 5.ª feira e o Tour só passava ali na 3.ª feira da outra semana… e também na 5.ª…

Para terminar o col d’Aubisque, 1710 metros, via col du Soulor, uma subida que não sendo difícil no seu todo, acaba por ser de HC pela dificuldade que o col du Soulour representa. No fundo são dois cumes separados por 7 kms e entre eles existem zonas muito perigosas, e dois túneis, um deles onde não se vê, por uns segundos, um metro à frente do nariz!

Já estou com saudades!

A crónica do Tour fica para depois!

* Pouco
** Para perceberem como se respira naquela zona o ciclismo, o hotel onde fiquei que era absolutamente normal, tinha garagem não para carros mas para bicicletas, onde encostei a minha a uma dezena de outras que lá estavam….