Bike em Terra

Bike em Terra
Topo do Marão 1420 metros (mais ou menos *)

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Espero que 2011 seja, no mínimo, melhor do que 2010



Caros enterras,

Como é habitual, volto a escrever-vos umas linhas, com algumas palavras, para vos desejar um ano melhor do que este que entretanto se acaba. Pessoalmente não vou ficar com muitas saudades, e pelos vistos o Jorgex também não... Só se 2011 for pior, o que é bem possível e, nesse caso, retiro o que disse e escrevo VIVA 2010!!!!...

Deixo também uma palavra sobre a crise... A julgar pela quantidade de dinheiro que aqueles gajos* depositam no BPN e empregam em carros anti-motim, das duas uma: Ganham bem e querem testar-los antes do Benfica-Porto ou estão a pensar ir para a assembleia de blindado, substituindo os habituais Mercedes e afins... Voto nas duas hipóteses... Alguém sabe se são topo de gama, os blindados?

Por outro lado queria saber se vou ter companhia para a maratona de Portalegre? As inscrições ficam por 40€, começam às 00h00 do dia 1 de Janeiro e têm número limitado. Se quiserem mesmo ir têm de rápidos e treinar bastante, mas não no sofá, está bem?

* Vocês sabem de quem eu estou a falar...

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal!



A todos votos de um Feliz Natal... Os ursos dão sempre o exemplo... É assim que temos que entrar em 2011, de cabeça*...

* sempre com capacete, ou similar...

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

A maldição do Jorgex Urso! - Ep. JX004

Meus amigos, batam palmas, pois eu fui uma concentração ciclista qualquer religiosa nocturna no Barreiro - Condado da Margem Sul.

Diziam os rumores, que estavam 3 ou 4ºC acima do nulo, o que era uma coisa positiva. Porém, fazia muito vento no Barreiro, baixando a temperatura, o que era negativo. Para melhorar a situação, a temperatura diminui 1º por cada 10km/h a 1atm, um facto bastante conhecido na comunidade ciclistica.

Resultado: registou-se -14ºC nalgumas descidas...

Sushi não se aguentou lá muito bem. Debaixo daquele corpo frio de metal, circulava os frios fluidos internos.

Resultado: pobre suspensão e amortecedor, não tinham grande sensibilidade.

Quanto a mim, bem... Vocês sabem que sou um sobrevivente e que já fugi dum sanatório nortenho, portanto, eu lá consegui chegar ao fim do evento sob a luz reflectida da lua.

Jorgex despe-se para o episódio 4!
Não era bem lua cheia, não era bem lua nova, era algo intermediano, mas o efeito é o mesmo: Jorgex-Urso!



Ozzy Osbourne - Bark at the moon live

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

A oeste nada de novo


Caro Blog,

Nem sei por onde começar a narrativa deste fim-de-semana. Talvez pelo inicio esteja bem.
Ora então. O encontro fora marcado com a antecedencia desejada sendo que, mais uma vez, houveram infieis...
Falo, obviamente do Mister Ci que, anda a faltar a muitas cerimónias e do Murcão. Pois sem Murcão, foram três chicos-espertos para a pedalada do costume. O Chefe, o Cute e eu, 206.
O encontro era na Sta. Rita às 9H GMT e eu e o Cute lá estavamos à hora. Antes que o Chefe chegasse, o Cute tratou do aquecimento. Como ? Perguntam vocês.



Eu conto :

Andavamos nós os dois ali às voltinhas para não desaquecer quando o Cute decidiu ir para um posto de observação elevado, qual comando, mesmo em frente à saida de um prédio. Não era um prédio qualquer, era O prédio. O prédio dos mal-humorados. Eis senão quando, sai um idoso pela porta fora, e nesse preciso momento, comecei a ouvir algo semelhante a um desaguizado. Era o idoso1 a mandar vir com o Cute que, ali quietinho, sem fazer mal a ninguém só dizia :
- Se você não quer que ninguém venha para aqui, feche isto com grades;
e mais
- Olhe, chame a policia.

Nisto, duas persianas se abrem com um barulho insurdecedor, qual M12 do Bazatudo a bazar todo n00b* de fora a fora que lhe apareça à frente. Eram mais dois idosos, um macho (idoso2) e outro fêmea (idosa1), um em cada janela com os olhos ainda cheios de remelas. Quando inclinei a cabeça para os ver, reparei que no terceiro andar estava mais uma idosa (2) a vociferar algo que não percebi. Pensei até que já estava a chover mas não, eram os perdigotos que reluziam banhados pela luz ténue do sol invernoso matinal. Esta era com certeza a fêmea do idoso1, o tal que não queria o Cute ali mesmo.
Digo-te blog, que apesar de não dever, desejei que aparecesse um qualquer cão e desatasse a fazer ali mesmo as suas necessidades, de preferencia, após uma noite mal passada com dores de barriga ou até ** ...

Eu ainda tentei fazer com que aquela trupe da algália entendesse que não estavamos por mal ali, naquele sitio quase sagrado para eles, mas sem sucesso. O idoso2 respondeu-me :
- Estiveram aqui toda a noite a fazer lixo e a comer coisas...

Desisti. Disse ao Cute : Deixa lá essa trupe que está uma tripe. Olha, chegou o Chefe.

E chegou mesmo, mas primeiro que abrisse os olhos foi um deus me livre. Eu pensei que eram as remelas mas não, diz que é uma alergia ou algo semelhante. Uma coisa é certa, demorou bastante até ficar bom.

Decidimos então subir até ao sanatório e descer ao rio ferreira por trilhos variantes concorrentes à maratona de Valis Longuis.
E pronto, assim foi. Não foi desta que o CuTe caiu.
Aprendi também a não usar os batons de kiwi dos outros, a não dar troco ao pessoal famoso, a usar os elevadores ou então as escadas para descer andares e não as caleiras, que é possivel colar os calcanhares às nadegas e que ali para os lados de cascais há gente boa.

A Oeste, nada de novo.

** não conto, vocês imaginam

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Música de engomar a cueca - Episódio JX003

É tão chato ter de dobrar a roupa depois de lavada. Muitas vezes não dobro e vai assim mesmo da corda da roupa para o depósito de roupa.

Nos tempos do sanatório, a instituição é que me arranjava a roupa. Nunca tinha a preocupação em coincidir as peças de roupa e as peúgas eram sempre brancas.



P.S. - I Want To Break Free é o oiço quando aspiro a casa...

domingo, 5 de dezembro de 2010

Eu estive lá





Pode não parecer, mas eu estive e justifico!
Por curvas e contra curvas, contornar folhas pra não escorregar, contra o frio e SOZINHO
eu subi ao alto da SENHORA da GRAÇA!

Falta aqui a FOTO da equipa porque não sei se chegaram a capela, pois esperei, e esperei e naõ apareceu ninguém.
Quero provas, as minhas já cá estão!!!
xuxamosaquipordebaixo

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O enigma da camisola (nova continuação)



Estava aqui a rodar calmamente em torno do buraco negro do centro nossa galáxia, a reflectir sobre quando este frio vai passar, ou quando irei eu aquecer, e eis senão quando me ocorrem mais duas daquelas questões, frequentemente motivo de insónias mas, descansem, não era este o caso…

E as questões são? Perguntam vocês… Pois, a primeira tem a ver com a economia, e não, não é por causa da crise, antes pelo contrário…

O que eu gostaria de saber era:

Quem foi o génio que conseguiu vender* 6 carros blindados por 10,8 cêntimos x 10.000.000** e só os entregou quando eles já não são precisos?

É preciso ser tipo o ALF, assim do outro mundo para conseguir semelhante proeza, merecia um par de estátuas**** junto aos Jerónimos ou no deserto de Jamais!!! E, ainda por cima, cada um de nós vai pagar apenas 10,8 cêntimos por eles? E agora perguntam vocês: Só seis blindados a esse preço? Então porque não meia dúzia? Cada vez que penso nisto passo-me pois é como se o fato para o casamento só chegasse depois do divórcio! 6 fatos... Grande vendedor!

Agora relativamente à segunda que tem a ver com o facto de nós gajos sermos delicadamente educados, por exemplo quando deixámos as mulheres passar à nossa frente ao entrar num carro ou num elevador. Ou levantarmo-nos quando elas se sentam na nossa mesa... E dizem vocês, isso é da mais elementar boa educação, qualquer um faz isso! Ora aí é que a porca torce o rabo*****!

Não sei se vocês são assim, eu sou mas só agora percebi porquê, não fosse eu morcão, e mais vale tarde do que nunca! Porquê? 'Tá-se mesmo a ver que é para lhes deitar o habitual olhado e claro, por uma questão de sobrevivência Darwiniana!

A questão da sobrevivência vocês já lá chegaram... Não?!! Então e se o elevador está em mau estado quem o testa? E ao sair de uma loja da Nespresso quem apanha com o piano ou vai testar botes salva-vidas? Elas claro! Sempre à frente! Relembro que no caso do Titanic não correu bem porque depois delas os testarem já não haviam mais, por isso recomendo educação q.b. ou a selecção natural vai por água abaixo!

Agora recuando às camisolas, não me digam que quando elas se sentam na mesa à vossa frente vocês não se levantam baixando a cabeça num cumprimento proporcional ao decote? E se calhar vão no elevador a olhar para a data da última inspecção da Thyssen? Claro que não! As íris até dilatam enquanto se apreciam as vistas claustrofóbicas nas imediações! Este é a verdadeira origem do estrabismo...

Sobre o assunto do blog que são as voltas de bike dos enterras, e para que o Jorgex não se passe mais uma vez, este feriado passeei um pouco da parte de tarde, celebrando a restauração da República com uma pequena subida. Uma bomba era pouco! E não aceito comentários...

* Aos terroristas que nós pusemos no parlamento
** 1,08 milhões de euros a dividir por dez milhões de portugueses
**** e para quem os mandou comprar um par de … chaves...
***** Mais uma daquelas expressões…

PS: Já tentarem comentar? hé-hé-hé-hé (éle éme)

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Volta aos mores/sem

Caros enterras,

Venho propor para sábado uma voltinha pelos MORES a beira mar!
Sábado tenho um almoço em São João do Pau, as 13 horas mais coisa menos coisa, como não tenho possibilidades em acompanhar os meus amigos enterras para as bandas de lá!

Que tal Leça da Palmeira capital dos MORES /SEM


09.00 Frente ao Mc donald/ praia de Leça da palmeira!

O convite como sempre é para todos

domingo, 21 de novembro de 2010

Operação Peixe-espada (Concluída)



Caro Blog,

Hoje foi um dia grande e cheio de peripécias e estou em pulgas para te contar, se bem que algumas delas mereçam uma bolinha vermelha no canto superior… Na verdade uma bolinha não chega, deviam ser duas e a meio… Mas voltando ao que interessa, a malta juntou-se em trajes de elastano* nas bombas da Santa Rita e daí abalámos em direcção a Amarante e, até lá, a reportar apenas uns sobressaltos porque a condução do Coutinho estava esquisita, parecia que andava a evitar qualquer coisa ou a aquecer os pneus…

Equipámos rapidamente e partimos para cumprir a operação peixe-espada:

Distância – variável (91 quilómetros para uns 95 para outros, não houve consenso)
Acumulado – 1700 metros ou mais
Objectivos:
Cute – Voltar vivo e sem que lhe fizessem mal pois o Halibut estava a acabar;
Coutinho – Testar todo o novo equipamento, incluindo o velho;
Tu o’Six – Tentar atingir na descida do monte farinha mais de 100 à hora;
Chefe – Fazer 4 quilómetros e comprar uma cavaca;
Morcão – Pedalar e ouvir as histórias dos outros…

Partimos pela EN 210 e só paramos em Mondim para comprar maçãs, e sem desorientações a registar**, a malta rapidamente chegou à base do ‘Cone perfeito’. Apenas registo que o Coutinho voltou a fazer aqueles ésses estranhos, principalmente em zonas arborizadas…

No acampamento zero definimos a estratégia: - O Chefe iria à frente para fazer o reconhecimento, o Morcão e o Coutinho iriam lado a lado, mas não de mão dada, o Tu o’Six e o Cute iriam testar as pulseiras que traziam, força e o equilíbrio respectivamente. E lá começamos a subir e em poucos minutos deixamos de ver o Chefe. Havia medronhos por todo o lado, a paisagem outonal por aquelas bandas é magnífica! Às páginas tantas encontramos um grupo de motards chateados que nos perguntaram se conhecíamos um gajo que tinha passado por ali numa bike dourada e que lhes atirou um caroço de maçã e uma cavaca em forma de falo? Claro que conhecíamos e dissemos onde morava e o número de telemóvel e o e-mail, o nick do jogo online e o nome do cão, que a sua sala fica no meio de dois quartos e que tinha gasto meia lata de óleo do Coutinho e…

A pulseira do equilíbrio do Cute mostrou que funciona de facto pois no acampamento 1, junto ao tanque, ele agarrou-se a uma árvore e não caiu. Vou-lhe oferecer umas quantas, principalmente para ele usar quando formos a Quintarei, e se entretanto receber…

No acampamento 2 encontramos um Chefe desesperado, com uns óculos de sol à Lagerfeld e uma túnica de tuareg a cobrir-lhe a cara, só o reconhecemos porque estava muito chateado, não sei se era por causa do frio se por causa dos motards. Perguntou-nos aflito se tínhamos visto uns meliantes de mota, e claro que nós dissémos que não. Vai daí ele dispara a todo o gás na descida e nós lá continuámos a subir e a apreciar uns graffities asfálticos, quase todos assinados por um tal de Alfena… Gajo com tinta este Alfena!... No resto do subida encontramos vários sinais de medo dos motards deixados no asfalto pelo Chefe, pelo tamanho e frequência estava mesmo apavorado! Irra!

Passado alguns minutos, e depois do Cute se agarrar a mais um poste ou dois, chegámos! Ena pá, aquilo é alto, diziam! E bonito, diz o Coutinho! Estou cheio de força, diz o Tu o´Six a mostrar a pulseira amarela! O Cute só dizia ai, ai… Objectivo: CUMPRIDO!

Rezámos um pouco e pusemo-nos a mexer muito, pois fazia um frio! E galo dos galos, nos primeiros metros da descida começa a chover, irra! Fiz a descida com o Coutinho à minha frente a piscar, e eu a piscar com um e às vezes dois olhos tal era a força da chuva e do vento! Irra! Chegados ao acampamento zero fomos acolhidos calorosamente por um Chefe bem disposto (seco) dizendo que estava ali há 20 minutos (40 no total) e que não tinha visto chuva… Irra!!! E eu a sentir os parafusos nos meus ossos a ranger de frio, outra vez! Mas rapidamente o desânimo passou afinal o Tu o’Six tinha atingido 106 km/h! E ainda tinha forças! Tenho que lhe perguntar onde arranjou aquela pulseira!

Em Mondim restabelecemos forças num café, deixando uma pegada ecológica enorme e molhada, incluindo o Cute, que aqui já punha os pés no chão mas normalmente põem mais alguma coisa! Daí a Amarante só houve uma desorientação e chegamos 5 minutos antes do pôr do sol. O Coutinho voltou a fazer alguns esses e disse que um jogo devia ter acabado à pouco, porque os carros já iam com as luzes ligadas. Já em Amarante numa tasca junto à ponte de São Gonçalo (que foi afinal um beato) comemos e bebemos e descobrimos fobias, que sei vocês estão à espera que eu comente. Mas desenganem-se, eu sou um túmulo!



E foi assim, caro Blog, um passeio perfeito!

* Alguns Dupont
** Inédito
**** Oferecida por uma amiga que partiu a 3.ª vértebra do pescoço a descer da cama, mas ainda ficou com 6 boas !

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Operação Peixe-Espada


Venho por este meio informar todos os interessados, ou não, que a convocatória está feita com vista à matança do peixe-espada por muitos desejada.
A concentração decorrerá no próximo dia 20 de Novembro, às 8:00 GMT, na bomba da Repsol da Santa Rita. Assim, estaremos em Amarante por volta das 9:00 GMT, o que para o Zola, parece uma boa hora para começar (e para mim também).
O que levar :

  • Carro (não estão a pensar em ir de bike até amarante, não ?)
  • Bike (Não estão a pensar em ir de carro até ao peixe-espada, não ?)
  • Uma camara de ar sobresselente (quem usa tubeless pode ignorar este requisito)
  • Desmontas
  • Capacete
  • Roupa para o frio
  • Luvas para o frio
  • Abastecimento (sim, porque o meu stock das maratonas acabou*)
  • Muita vontade e paz de espirito
  • Algum dinheiro para o tacho e portagens
  • Um elástico para amarrar ao poste de selim do Chefe** ou do Zola
  • Um clip colorido
  • Algodão para os ouvidos
  • Baton de cieiro (ou vaselina) para as beiças
  • Bomba de encher pneus (quem usa tubeless pode ignorar este requisito)

*só dá para mim

**o unico que não vai em passeio, ele vai ser como no CrossFire a dar cabo dos rookies

Até lá, um grande bem haja,

Two

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Rasuras de um fim-de-semana

Caros enterras,

Espero que não estejam cheios de pressa pois o que tenho a escrever é muito pouco...

O tempo neste fim-de-semana esteve óptimo péssimo!
O Cute não tombou!
O Tu o'Six foi infiel!
O Chefe não tentou trocar a forqueta mas o La Pin não foi em histórias ao contrário da loja que lhe vendeu a câmara mas que não lhe vendeu o manual, pelo que até hoje filmes, nem vê-los!
O Coutinho não trouxe algo de novo, aparentemente...
O Morcão continua torto! Já percebemos que tarde ou nunca se endireitará... E se ele tivesse em conta os conselhos metereológicos do Jorgex tinha evitado tomar banho vestido, no domingo!

Já percebi como funcionam as rasuras Jorgex!

No sábado a operação Peixe-Espada mantém-se!

domingo, 14 de novembro de 2010

Elementos fulcrais para o giro de bicicleta dar certo - Episódio JX002

Pois é, pois é...

Para a saída de bike dar certo, é imperativo estar atento a certos e determinados sinais, sendo um deles a disposição do pato fêmea, o vulgo "Pata".

Outro factor vital é o tempo. Convêm olhar para o céu e com dedo da mão direita, clicar no site do boletim meteorológico, ou seja, ter uma referencia visual dos icons que aparecem no site e não dos icons que se vê no céu.

Para finalizar, deixei a melhor dica para fim que seria uma percepção ocular binocular da pressão pneumática. Isto é, se o pneu estiver em baixo, é porque temos um furo e como esta operação leva tempo, mais vale ficar em casa o fim de semana e resolver o furo durante a semana para estar tudo preparando para o fim de semana seguinte, onde devemos repetir os passos todos, portanto, verificar se o pato fêmea está vivo, se ainda há net e se remendámos a câmara certa, pois já me aconteceu remendar a roda que não estava furada e fiquei chateado, uma vez que passei mais um fim de semana em casa a tratar do furo da outra roda.

Ainda bem que as bikes só têm duas rodas!

sábado, 6 de novembro de 2010

Cristina (uma outra novela por Estevão Rei)




Hoje foi um dia em cheio para os enterras Cute, Morcão, Tu o'Six e Chefe pois fomos fazer a preparação para o passeio à N.ª S.ª da Graça e estão todos em forma! Pelo caminho, no aeródromo vimos adultos a brincar com brinquedos em forma de mota, o sexo dos anjos e claro, as inevitáveis rent-a-girls.

Mas as surpresas estavam reservadas para o cimo do monte da Assunção, pois ficámos a perceber que as esferas dos roletes do Tu o´Six são feitio e que o Chefe sabe contar histórias. Enquanto lanchávamos junto à igreja e observávamos as propriedades do Cute lá em baixo junto ao Ave, sentámo-nos para ouvir a história do Chefe sobre um carro com mente perversa.

Ele começou com voz grave...

Sabem, há coisas inexplicáveis neste mundo e a Cristina este fim-de-semana foi uma delas. A sua prima já transformada em ferro-velho no outro lado do Atlântico, um Plymouth Fury de 58, que até tinha feito uns filmes, tinha-lhe enviado em testamento um auto-rádio onde agora tinha que ouvir os Snow Patrol. Mas melhor do que isso, despertou-lhe o instinto de destruir todos os que a tentassem conduzir. Nunca mais a tratariam como um qualquer Fiat, Peugeot ou outro que tal, ela era um Opel e Astra, dos pneus á antena, e desta seria era ela o Chefe!

Para a viagem tinham-lhe atestado o depósito com gasóleo Galp que era dos piores, e não era por ser português. Os humanos não sabem o que é ter de queimar aquele líquido com um ‘pseudo’ aditivo com sabor a óleo de fígado de bacalhau, e ainda por cima pagam mais por isso, morcões! O melhor era o do Jumbo, o aditivo era aguardente*. Eram já 5 da tarde, tempo de se fazerem ao caminho depois de deixar o saco de pulgas chamado Bóris num asilo qualquer. Espero que o façam dormir junto a um gato como fazem comigo, fechada todo o dia junto duma bicicleta! Mas desta já me tinha vingado partindo-lhe parte de uma jante! Agora era a vez do humano-rã! E ia começar hoje!

Marcou o destino no GPS – Miranda do Douro - um lugarejo a 300 quilómetros a Este dali. Perfeito, sempre gostei de ditados populares, ele vai ver que para lá do Marão sempre mandaram os que lá estão! 4 a bordo e a caminho. Mantive a calma, 100, 120, rolávamos pelo alcatrão e buracos quando já os últimos raios de luz desapareciam nos retrovisores e recebi uma chamada que pus em alta voz:
- ´Tou, daqui é do Hotel sem Estrelas, para confirmar a vossa reserva para 2 quartos?
-Sim, nós já confirmámos ontem e estamos a caminho, chegámos ainda hoje, disse o humano pescador.
- Mas são quase sete da noite, aqui ao lado já são oito, e se não chegarem depressa nós já não os recebemos!
- Mas, mas… deve estar a brincar comigo! Então já lhe disse que vamos a caminho! – vociferou o humano.
- Normas da casa! Ou vão cedo para a cama ou não há quarto! E desligou!

O humano passou-se, quase arrancava o guiador, gritava impropérios e a sua companheira tentou acalmá-lo, sem sucesso. Ele estava possesso como eu. Estava no ponto! Tínhamos passado o Marão, Vila Real e íamos no itinerário principal n.º 4 que estava em obras perto de uns cavaleiros quando lhes liguei as luzes no interior do carro. Parecia o estádio das Antas em noite de liga dos campeões! Abriram as bocas e ficaram sem reacção, como chascos, quando de seguida desliguei tudo: luzes primeiro, aquela música horrível depois e por fim o motor, tudo isto em andamento! Só visto! Depois de um telefonema daqueles, ficarem parados no meio de nenhures! E era só o princípio! Hé-hé-hé… Ele encostou à berma, abriu o motor, como qualquer Steve faria, mexeu nuns cabos e voltou a dar à chave… Eu liguei sem problemas, tudo funcionava! Deviam ter visto o sorriso de orelha a orelha dele, deixei-o gozar o momento…

Voltaram a receber ameaças do hotel, pelo que jantaram em Bragança e por ali ficaram, não adiantava irem para a terriola para dormirem ao relento, pensaram. Eu, no entanto, gostava de ver as trombas da recepcionista… Imaginava-a vestida com uma camisa de noite com cornucópias e gorro a condizer, a abrir a portada no 1.º andar e dizer-lhes que àquelas horas tinham um estábulo 5 estrelas já preparado e um fardo de palha para o motorista…

O dia seguinte nasceu calmo e fomos em direcção a Miranda do Corvo onde deram um passeio de barco no meio de outros 80 humanos que não conseguia perceber pois não falavam alemão ou português. Às páginas tantas o capitão pergunta onde fica o Norte e das almas ali presentes apenas quatro levantaram o braço apontando correctamente o sentido! Não deu para perceber quem eram... Neste breve espaço de tempo tive tempo para preparar a armadilha, encostei um tubo à válvula do turbo e consegui que um puto deixasse cair umas esferas de rolamento no restaurante onde eles almoçavam, atrás da cadeira onde estava o humano. Estava armada!

Quando o empregado chegava com as postas, pisou as esferas e zás! Virou o azeite onde a carne estava mergulhada por cima do amuleto** do humano! Perfeito! Tive que desligar os auscultadores tal foi a quantidade de nomes que lhe chamou.
Mas desta vez a coisa não correu muito bem para o meu lado, pois para além de ter que levar com as farpolas do gajo, tinha também que aguentar o pivete do azeite na mala…

E lá fomos nós em direcção a Zamora, onde se tivesse caído uma bomba em 1143 hoje não andava a evitar pórticos e percebia os gajos que passavam por aquelas bandas. E éramos campeões do Mundo em quase tudo! Mas não os deixei chegar lá, bloqueei às 2500 rotações e tiveram que voltar para trás a 40 à hora… Mais palavrões e desta vez não havia o milagre do capot! E eles ainda queriam ir a Vinhais, comer castanhas com as consequentes farpolas! Irra! Vamos embora! A 40!

E foi assim o maior dia do ano, aí com umas 25 horas...

*A GNR já devia ter percebido que quem abastece no Jumbo e sopra ao balão normalmente está com a rosca, mas inexplicávelmente consegue fazer o 4…
**casaco de estimação


O nosso Chefe tem muito jeito para contar histórias...

PS: O Coutinho foi infiel!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Caçadores de medronhos (uma novela por Estevão Rei)




Espero que leiam esta narração com o espírito aberto e paciência, ou não…

A manhã tinha nascido fria naquele primeiro dia de Novembro, ainda assim melhor do que a anterior, pelo menos não chovia nem fazia vento. A visita a que me obrigava naquela data aos entes desaparecidos e às suas memórias foi rápida. Os cemitérios estavam bastante desertos e não haviam cumprimentos de circunstância ou pórticos a evitar, e ainda bem, pensei. No entanto nada fazia prever os acontecimentos que brevemente iriam marcar o regresso dos enterras ao monte, por volta das 10.

Os ausentes infiéis, Cute e Chefe tinham deixado claro que não iam fazer parte daquela expedição aos confins de ‘Ass Candels’. O propósito de tão grande demanda era a busca dos medronhos. Esses frutos quase proibídos, anormalmente esquivos e vermelhos, raramente são visíveis para os comuns mortais que por aquelas bandas deambulam e, quando apanhados, são rapidamente mergulhados em líquido, para
os manter letárgicos e evitar a sua fuga.

Mas para quem se esconde assim de nós enterras, entes do monte, determinados, habituados a orientação em situações extremas de calor, frio, vento ou lama, naturalmente só podemos dizer: “Não menosprezem os nossos dois sentidos!*”.

Quando passamos por aqueles lugares ermos percebemos o quão difícil iria ser a aventura. As portas que normalmente de par em par se abriam para nós no dia do santo, com fartas mesas e alegres caras para nos receberem** estavam cerradas. Uma delas guardada por dois cães, que se mantinham quedos a salivar, repousando como dois Cérebros e desejando que um de nós perdesse o norte ou outra qualquer coisa. Mas mantivemos o sangue frio e passámos sem os olhar. De seguida atravessámos um riacho abrigado por árvores frondosas e impenetráveis silvados, para nos lançarmos na subida ao alto do monte, dito dos pneus. Aqui chegados fomos tentados por aquelas que alugam o seu corpo** mas resistimos aos seus chamamentos e a exemplo de Tântalo, não tocamos naquilo que desejávamos, embora pudéssemos, ao contrário dele no seu suplício. Penso também que não passam recibo logo, são despesas confidenciais e tributadas dessa forma.

Naqueles trilhos pontuados aqui e ali por caçadores armados até aos dentes****, as paisagens eram em tons castanhos, despidas de vida pois haviam-na entregue a um mar de chamas que no Verão por ali tinha passado. E foi num destes trilhos que o Coutinho tombou maravilhado, já depois da segunda subida, mas também perto de uns cães com dono, que procurava uma raposa com a ajuda de um pau, pronto a abrir uma cabeça incauta e descoberta, só para saber se era de ar e vento. Ora isso é coisa que nós (enterras) não temos, muito menos o Coutinho, que trazia mais duas ou três novidades, e claro o capacete*****. Armámos barraca logo ali e restaurámos forças para a nova subida que nos escondia o Sol e a descida em direcção a Lemende. O Tu o’Six trazia num dos bolsos parte do recheio de duas mesas de abastecimento de outras tantas maratonas. Acho que ele às vezes exagera, pois podia trazer mais alguma coisa nos outros dois bolsos, mas ele é que sabe…

Como o que sobe tem que descer lá fomos a cinquenta e tais chegando cada vez mais perto dos medronhos. Já os cheirava à distância, imaginando-os maduros e enrubescidos pelo Sol, sentindo a sua textura agreste e consistência firme e claro, sem aditivos! Por detrás de um manto translúcido de verdes, deixavam-se perceber nas suas formas redondas sedutoras com copas naturais, o que hoje é raro, e agitavam-se suavemente cada vez que tocados pelas mãos de Éolo, ou pelas nossas...

Até os comemos!

*Já tivemos mais. Excluo o apurado sentido de orientação do Chefe.
**a troco de dinheiro…
****nunca percebi o alcance desta figura, mas enfim… nunca percebi muitas coisas…
*****que acho (achismo) não era novidade… mas não tenho certeza…

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Serei o primeiro...

...biciclista do Condado da Margem Sul por estas bandas?

A fuga do sanatório não foi fácil. Tive de dar ao dente para abrir o casaco de forças e...

Re-Animator é excelente!
...já não me lembro ao certo, pois a segurança apanhou-me no átrio...

...lembro-me duma agulha grande e um líquido verde fluorescente na seringa...

Quando recuperei os sentidos, não gostei das vistas. Estava num fosso profundo e um segurança do sanatório tapou o fosso com umas folhas de palmeira, presas numa estrutura em bambo. Quer dizer, pelo uniforme branco, eu penso que seja do sanatório...

...mas a ideia é que consegui fugir daquela instituição usando as ossadas doutras pessoas que pereceram no dito fosso para dizer o que penso da tecnologia tubeless.

  • Eu adoro tubeless!

Já não quero outra coisa mas arranjar barato é que é difícil. Para mim, 30€ é barato, 35€ é um valor normal, uma vez que estamos a falar num incremento de 14.3% em relação ao valor inicial e qualquer valor superior a 35€ já começa a ser caro. É nesta altura que o pneumático tubeless tem mesmo de ser muita vantajoso em relação ao de 30€.

Já tou ouvindo os cães! Vou continuar em direcção à Margem Sul.
Dizem que sul fica para o lados das teias de aranha, que por sua vez, é o lado oposto do crescimento do musgo

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Tu Be Less or Not Tu be Less eis a questão

Ora viva Enterras,

Chegado que chegou o passado sabado (?!?!), mais uma voltinha fimdesemanesca :)
Desta feita a equipa partiu desfalcada de dois dos elementos por diferentes razões :
- O Murcão só podia ir de tarde e estava virado para Guimarães nomeadamente a Penha.
- O CHEFE - Não tem andado de bike e tinha outros compromissos *
Razões, portanto, perfeitamente plausiveis e no caso do chefe, inquestionáveis (senão cai-te).

Foram então convocados o CuTePino, o Mister Ci e eu, TuOSix. Encontro marcado para a Sta. Rita por isso, subimos ao Sanatório, descemos para o rio ferreira variando por onde a maratona de valongo nos deu a conhecer, Couce, Pias com subida pelos trilhos da maratona e terminos via carrosel. Depois foi sempre a descer (quando não foi a subir) até Valongo.

Factos a assinalar :
- Quase no final da subida para o sanatório, ouviu-se um escapar de ar, e não, não foi o que pensei logo que ouvi o som. Foi mesmo o pneu de trás do MC que furou. Lá está : PAROU ! Continuo sem entender muito bem as vantagens desta tecnologia avançada. É que quando fura, um gajo fica sem grande alternativas. Ainda tentamos resolver o problema ali com um tapafuros que o Cute forneceu mas, e encher o pneu ? Tá quieto ! Nem com duas bombas ** o pneu enchia. Lá fui eu ver se caia com um pneu na mão esquerda a descer por lá abaixo para o encher na bomba de gasolina. Não é experiencia que aconselho... Ainda bem que a organização da maratona não tinha ainda *** retirado as marcações. É que aquelas fitas vermelhas e brancas dão jeito para transportar as rodas dos amigos adeptos do tubeless. Chegado à bomba, enchi o pneu e voltei a subir ao encontro dos dois com a roda qual mochila às costas.
Chegado ao sanatório, chamei pelo Jorgex mas ele não respondeu. Será que já teve alta ? A ver...
Seguimos pelo trilho da maratona e descemos ao rio ferreira. Lanche.
Politica para aqui, scuts para acolá. Vamos subir Pias ? Vamos. Uns pensaram "altamente", outros nem por isso.
O Cute, com a sua tecnica apurada, já não lhe chega as curvas para as fazer deitadas, até nas subidas o gajo anda a aprimorar a técnica. E no que é que deu isso ? Um lindo Tump ****
Será que estava a medir a temperatura do chão como fazem os da formula 1 com o asfalto ? Ou seria para verificar a qualidade da licra dos seus calções ? Nada disso. Era mesmo técnica.
De resto, tudo correu tranquilo, exceptuado o barulho irritante do ferro a bater no rotor da minha roda da frente e as mudanças de trás que teimavam em dançar, ora para cima, ora para baixo*****. Foi uma alegria.

Fizeram falta o Murcão e o Chefe por dois diferentes motivos : Não há.

* Querias saber quais ? Não digo.
** Não em simultâneo
*** passamos por eles várias vezes a fazer o trabalho de limpeza
**** porque não resultou em mazelas de maior
***** lá se desalinhou o desviador outra vez. Isto de transportar a bike desmontada na mala do carro tem destas coisas.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Fim de época 2010 dos Enterras em Valongo


Estão com tempo? Não? Então voltem amanhã, pois a crónica será longa…

O dia 17 de Outubro ficará para sempre conhecido como aquele em que os enterras perceberam que afinal o seu quintal era desconhecido, ou então como o dia em que um dos nossos quase perdia o controlo!

Passo a explicar, em primeiro o passeio que contava para a taça de Portugal de Passeios prometia pois a azáfama era grande, o Tu o’Six que o diga. Ele, gajo porreiro, chegou uma hora antes ao secretariado para levantar os dorsais da malta. Este estava localizado numas galerias comerciais*, a parte dos federados (Tu o’Six) no 1.º andar e a plebe (nós) no rés-do-chão. Mas a coisa não correu bem, do r/c mandaram-no para o 1.º andar, daí para o r/c e vice-versa. Foi aqui que ele se passou pela 1.ª vez, e disse baixinho: - PAROUUUUUU!!!!!! E eles pararam, e deram-lhe o dorsal, que afinal foi transportado pelo morcão, e vice-versa.

Pontualmente largámos, depois de tomar um cafezinho oferecido por 12,50€, e não houve qualquer congestionamento, o que é caso raro até porque os pórticos já estão em funcionamento cá no norte, subimos ao sanatório, onde o Jorgex ainda está na solitária. Parece que os pássaros amarelos que ele costuma colar nas fotos não eram dele, mas d’um dos psiquiatras.

Depois descobrimos que há imensas variantes de trilhos que levam aos mesmos sítios que costumámos percorrer, muitos deles porreiros, e que afinal há gajas a pedalar! O que é um incentivo extra! Em termos práticos tudo correu pelo melhor, chegámos lado a lado, o morcão depois de fazer 1% da maratona, o Cute tendo furado várias vezes** e descoberto o habitual buraco-minhoca, o Coutinho estava tranquilo****, e o Tu o’Six tinha acalmado durante o percurso, até trazia uma série de medalhas nos joelhos*****.

Mas a esta altura já estão a roer as unhas porque ainda não falei no controlo tipo bloqueio… Não? Mas deviam pois a crónia já vai longa! Foi algo que só o Nikita Krustchev conseguiria explicar… Passo a explicar, na 1.ª descida para o rio Ferreira ao pé da placa que indicava o 1.º controlo passou por mim um enterra de gás a gritar qualquer coisa tipo ‘kamikaziiiiiiiiiiiiii’, depois havia um cotovelo à esquerda e o controlo era aí. Ouvi um grande reboliço e quando desfiz a curva eles ainda o estavam a segurar… Passou-se! Tentou romper a barreira sem que lhe agrafassem o dorsal (que era o meu)! Em boa verdade vos digo, ele ficou bastante esmurrado, mas eu não queria estar na pele dos controladores! A ver um gajo daqueles desgovernado a acelerar em direcção a eles numa bike a gritar e eles só com um agrafador na mão... Valentes! Aquilo devia ter sido tipo uma pega de cernelha! Não vi, mas imagino…

Para terminar em beleza fui perseguido por um motard da organização que me convenceu a esquecer os 99% da maratona que faltavam pois já não conseguiria ganhar. Pelos vistos um bêtêtista já a tinha acabado…

Foi um Domingo em cheio!

*Eu e o Coutinho gostamos da experiência de andar de bike dentro d’um centro comercial… Pena não haver nenhuma loja aberta, pois ‘távamos capazes de fazer umas compras…
**Começo a pensar que ele faz de propósito…
****O Chefe não foi ao passeio…
*****Normalmente costuma chegar com os bolsos cheios de barras e outras coisas que encontra pelos trilhos fora… Nunca percebi bem…

POST-EDIT by TuOSix
Peço desculpa pela intromissão mas eu tirei uma foto do Jorgex quando passei no sanatório. Fui-lhe fazer uma visita cordial com a minha Canyon a ver se lhe levantava o moral. Infelizmente a enfermeira não deixou que lhe tirassem a camisa de forças pois parece que à uns dias, quando lha tiraram desatou à dentada aos raios da sua Sushi. Vejam o desespero dele,coitado :

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

XXX, o peixei boi, Cristiano Ronaldo, Java e afins

Ora pois bem meus amigos, fiquei extremamente agradado quando fui verificar uma nova funcionalidade do blogger que permite ver as estatisticas do nosso site.
Estupefacto fiquei, mas depois entendi que, a mensagem mais vista foi a do i9 onde se falava dos peixe boi, artigo esse da autoria do Murcão, obviamente.
Mais, nem descrevo, deixo-vos antes a seguinte estatistica :

Visualizações de páginas por país
Portugal
1 456
Brasil
1 159
Estados Unidos
104
França
23
Canadá
14
Reino Unido
4
Austrália
3
Moçambique
3
Espanha
2
México
2

México !!! Hombre ! Vocês já repararam que NOS SOMOS MESMO INTERNACIONAIS ? Qualquer dia até os marcianos aqui aparecem. Muito bem isto da Internet ! E já repararam que apesar de sermos 5 de portugal, são quase tantas as visualizações brasileiras como as portuguesas? Será culpa do Mister Ci e do seu enorme charme ?

Aproveito para inaugurar mais uma nova tecnologia, o webusion e vai dai o titulo e também o aproveitar para vos deixar esta PL :

Nova Canyon Strive

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Proposta de passeio II



Caros enterras,

Venho pelo presente propor mais um passeio. A ideia seria ir de carro até Amarante, junto à Igreja de São Gonçalo e seguir o Tâmega, na sua margem direita (Oeste) até Celorico, depois atravessá-lo e passar por Mondim e, por fim, subir à Senhora da Graça. Isto, conforme podem verificar na imagem, são 44 quilómetros, com um acumulado em estrada de 1270 metros.

Estava a apontar o Sábado de 23 ou 30 de Outubro, conforme a metereologia seja favorável ou não.

Grato pela atenção dispensada.

Melhores cumprimentos,
Morcão

domingo, 3 de outubro de 2010

E tudo o vento* levou...

Foi uma maratona inesquecível em todos os aspectos, positivos e negativos:


Os negativos:
- A partida foi dada sem a nossa presença.
- Tivemos perto de uma hora à chuva e ao vento à espera dos dorsais.
- Já não haviam os tamanhos M e L das camisolas, queriam me dar uma manta XL ou XXL.
- Na partida não era claro o rumo da maratona, pelo que tivemos de ir às apalpadelas.
- O Chefe desapareceu.

Os positivos:
- O tempo estava impecável, mas com umas saraibadas** e uns trovões ficava perfeito!
- Ninguém se magoou.
- Todos os enterras compareceram e participaram.
- O Tu o'Six conseguiu fazer menos de 7:30 e o Morcão também.
- O Chefe apareceu, tinha acabado 40 minutos antes!
- Na Terça é feriado.
- O Cute e o Coutinho encontraram um buraco-minhoca que lhes poupou 2 cumes.

Os assim-assim:
- Havia água quente por isso o Morcão tomou banho.
- O Tu o'Six esteve 5 minutos a lavar a bike, mas haviam 6 mangueiras, pelo que não houve congestionamento.
- A lama misturada com partes mecânicas é do piorio... Os .. do Tu o'Six que o digam.
- Na partida ouvimos dizer que haviam partes em que a água chegava à barriga, mas depois percebemos que era a da perna...

* e a chuva
** Saraivadas com a pronúncia no norte.

domingo, 26 de setembro de 2010

We're back again!


E porquê, perguntam vocês com razão... Ora, porque o sábado foi uma réplica exacta do anterior, retirando os aspectos negativos do malho do Cute e do cruzamento com a D.ª Carolina.

Viram o filme 'Feitiço do tempo'? Aquela manhã lembrou-me o Bill Murray, onde ele acorda sempre à mesma hora e no mesmo dia. Exactamente, como um filme, e digo-vos, houve alturas que sentia uns arrepios na base da nuca e quase parecia que alguém, ou alguma coisa, andava por ali a filmar-nos... Impossível, claro! No meio do monte...

Escuso portanto de me repetir, os enterras e o percurso foram os mesmos, apenas passamos no sanatório para cumprimentar o Jorgex, mas ele estava no isolamento. Parece que tentou pendurar o jersey da maratona do centenário na antena sobre o telhado. Os médicos até o perdoavam se ela estivesse suja, mas ele passou o dia no sofá a jogar Arkanoid no Spectrum...

Os cumes começam às 9:30 mas os dorsais são entregues até às 9, por isso é melhor estarmos lá por volta das 8:30. A reunião fica marcada para as 8:00 GMT no local combinado.

E bons cumes a todos!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

We're back! (recuperado outra vez)

Agora é que vão ser elas, os enterras unidos de novo! A concentração em Al-Fena prometia bastante, 5 enterras sentados num muro:

-O Coutinho normalmente trás um componente novo, mas não desta vez.
-O Chefe e o Cutepino retornavam das férias, esperávamos notícias escaldantes e novidades biciclísticas. As primeiras não desiludiram, naturalmente não as posso aqui revelar, mas as segundas… Meus amigos, na testa do Chefe vinha um objecto fálico movido a pilhas mas que não funcionava, faltava-lhe qualquer coisa… Eu acho voltando ao ‘achismo’, que foi aqui que começou a relação amor-ódio dos do costume. Vocês sabem de quem eu estou a falar!!!...
-O Tu o’Six trazia a bike limpa e reluzente como um .. de bebé!
-O Morcão vinha com a habitual pose, tipo meia-lua, ele diz que é da escoliose*…

Vai daí, decidido o caminho por unanimidade pelo Cute, lá fomos monte acima em direcção a Quintarei, e a imagem era desoladora, tudo queimado, por isso na idade média a localidade era conhecida por S. Vicente de Queimadela! Parecia que tinha passado por ali o LFV, ele que gosta de ver o inferno a arder… Às páginas tantas sinto umas vibrações no solo e no ar (TUMP) olho para trás e lá estava ele, o Cute, a descansar, lembrei-me logo do Gil…

Até Sobrado foi num abrir e fechar d’olhos, não sem antes o Coutinho ter reconhecido pela voz um amigo Freerider que tinha malhado, e o Cute ter emprestado as suas ferramentas para lhe apertar o guiador**.

Começámos então a subida para Pias onde chegamos todos lado a lado… Seguiu-se o lanche, a descida e como o Morcão tinha horas a cumprir, seguimos por Couce em direcção a Valongo, ao encontro da D.ª Carolina… Aquela mulher persegue-me! Até ao Sábado?? Irra! Pena não ter havido tempo para subir ao sanatório, pois penso que o Jorgex iria gostar da nossa visita... Fica para outra vez.

O Cute e o Tu o’Six seguiram via Santa Rita e o Chefe, o Coutinho e eu fomos em direcção a Al-Fena. Sempre a 30, e o Coutinho a vociferar com o Chefe***. Acho (achismo) que quando fizeram as pazes até vai fazer faísca!

Enfim, Os Enterras are back!

* Eu acho que é trêta!
** Pareceu-me que queria apertar-lhe mais qualquer coisa mas posso estar enganado...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

E os cebolas?

...Somos nós, claro.



Malta aproxima-se a maratona dos 5 cumes em Barcelos, espero ter todos os elementos a postos! Mas o que me trás aqui é propor uma outra para o dia 17 de Outubro. Afinal vai disputar-se no nosso quintal, até ficava mal faltar!

PS: Ficam aqui os cartazes, para mais tarde não esquecer...




E fica aqui mais uma rectificação:

Bandeira da Austrália:






Nova Zelândia:




segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O enigma da camisola (continuação)

Caros enterras,

Estava aqui a reflectir sobre porque razão uma grande empresa tem por nome Pequenomole (terá a ver com os dotes do dono?), bem como outras coisas com extremo interesse quando surgiu-me uma ideia* que gostava de partilhar convosco, se tiverem uns minutos e alguma paciência:

Lembram-se da história das camisolas amarradas à cinta e que por vezes não me deixa dormir? (Pausa semibreve) Será que são amuletos e, por conseguinte, as meninas que os transportam são supersticiosas? (Pausa semínima) Estarão elas a proteger-se do chamado mau-olhado?** É possível! É bem possível…

Nestas coisas de amuletos e superstições, segundo um artigo do senhor Wiseman, há dois tipos, o negativo e o positivo que como morcão vou aqui deturpar. Assim, um exemplo do negativo é:
- Se usar um rato pendurado na bicicleta não vou ser perseguido por um cão e vou ter sempre companhia?
Ou o positivo:
- Se tocar na madeira vou evitar que me aconteça uma qualquer desgraça?

No primeiro caso já percebemos pelo nosso companheiro de sofá e adepto de cruzeiros a solo, que não resulta, ou seja, o cão continua a atacar, se calhar porque o rato ainda tenha ossos ou ainda cheire a gato (o rato).

Por falar em gato, há já algum tempo que não ouvíamos falar do La Pin, mas com esta história das superstições ocorreu-me algo… As patas de coelho são um amuleto poderoso****, e será que o chefe tentou arrancar-lhe uma, ou mais, ou ainda aquela que não devia? Naturalmente só podia dar asneira, no mínimo devia tê-lo distraído ou anestesiado…

Já no segundo posso comprovadamente dizer que não, pois ia eu bem mandado numa descida no meio do monte quando numa curva à direita toquei numa raiz. E o resultado? Um voo planado com baixa nota técnica pois a aterragem foi violenta e de costas. Ainda hoje me lembro de estar uns segundos a contemplar o céu azul por cima de mim… Daí, no meu ponto de vista, tocar madeira não seja uma forma de evitar problemas! Usem sempre capacete!

PS: Alterei as marcas!

* 100 pés nem cabeça…
** Supostamente do vosso!
**** Quando arremessadas a grande velocidade e tiverem muitas chaves penduradas ou estiverem ainda presas ao corpo…

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Artigo cujo titulo é O Cão ! O Melhor amigo do homem ! O Maior inimigo do ciclista !


Ora boas meus caros colegas !

As férias já lá vão e agora é esperar que apareçam outras.
Não publiquei este artigo antes pois entretanto surgiu o artigo Do Vale Coronado ao Alto do Farinha 2010.08.28.
Achei melhor dar-lhe um espaço pois o feito do Murcão e do Chefe é quase sobre-humano, é de apreciar e de congratular. Isto que vos tenho a contar é precisamente o inverso.

Penso que estavam ansiosos por notícias do Marão e das minhas férias por lá passadas e por isso mesmo escrevo este artigo. Não vos vou dizer ou melhor maçar, com pormenores relacionados com a quilometragem feita, nem com as médias atingidas, nem por onde andei. Não. Desta vez não. Para o caso serve apenas dizer que desfrutei da sorte que penso ter em poder ir de férias para os lados do Marão.

Eu, TuOuSix, quando faço planos para as férias, normalmente são muito ambiciosos e depois ficam gorados. Desta vez não foi isso que aconteceu, ou seja, os planos foram mais ou menos cumpridos, certamente devido ao aproximar dessa mítica maratona que se chama 5 Cumes.
Acreditem ou não, quero lá saber, mas no primeiro dia na aldeia acordei às 6:15 para ir andar de bike. Nos restantes dias a hora de acordar foi sendo cada vez mais tardia mas nunca antes das 8.
Eu vi coelhos (não la pins), os primeiros frutos de castanheiro no chão (e desviei-me obviamente), cobras, moscas que picam as costas, enfim parecia um jardim zoológico. Até ¾ de raposa vi.
E houveram mais animais que vi nomeadamente cabras, bodes e cães ! Ainda não vou falar de cães. As eslovacas deveriam estar de férias pois nem num fugaz relance lhes pude por a vista em cima.

Vem já dos antípodas (dos primórdios) a expressão “O Cão é o melhor amigo do homem”. E esta expressão está instituída.
Eu já tive cães e não corroboro esta expressão.
Porquê?
Porque sempre que chegava a casa tinha que fazer a limpeza de detritos que os meus cães se divertiam a largar nas passadeiras lá de casa dos meus pais. Ou isso ou então a pegar na espanadora para limpar líquidos entretanto deixados ao acaso qual fonte pela parede abaixo qual lagoa das sete cidades (não era nem verde nem azul mas foi a única lagoa que me lembrou).
N.A.: Era um cão e uma cadela.

Voltando à expressão que eu discordo “O Cão é o melhor amigo do homem” mas que até é irrelevante para o caso, faço a ponte para “O maior inimigo do ciclista”.
Lembro-me de uma volta ao Algarve onde o grande Joaquim Agostinho faleceu após ter atropelado um cão e ter caído de cabeça (na altura não se usavam capacetes).
Lembro-me de o Murcão ter um dia contado que para fazer 500m teve que ir dar uma volta de 5Km para evitar um cão.
Lembro-me também de uma volta com o Murcão e o Mister Ci onde se não fosse a nossa capacidade e potência de sprinter o cão branco afiambrava um de nós, nu minimu.
Como é que o cão pode ser o melhor amigo do homem ?
E agora eu pergunto : Os cães são burros ? Obviamente que não porque senão chamava-mos aos burros outra coisa qualquer e aos cães chamava-mos de burros.
É de um modo geral reconhecida a inteligência deste animal e sua afeição ao ser humano.
Facto : Os cães não são burros.
Então porque é que não são capazes de reconhecer um ser humano quando este viaja alegremente e despreocupadamente pelo monte montado num bicicleta, sozinho sem fazer mal a ninguém ?
E foi isso que aconteceu, eu viajava alegremente e despreocupadamente pela subida ao Marão quando, antes de chegar a Covelo do Monte avisto um rebanho de cabras. Pensei, feito anjinho, em abrandar para não incomodar suas excelências. Afinal de contas eu era um invasor e deveria respeitar os seres endémicos da zona. E foi o que fiz.
Em relance, vislumbro um cão branco pequeno, tipo porta-chaves, a fugir para cima em direcção a Covelo do Monte. Pensei:
“Vá lá ! O cão assustou-se e vai-se pirar. Ao menos assim não corro o risco de me chatear com ele!”
E dei mais duas ou três pedaladas, sempre calmas para não assustar o gado caprino.
Eis senão quando, vindo do nada, um pastor alemão salta do seu pouso de guarda a cerca de 10 metros de mim (e eu não o tinha visto) e vem vociferando em minha direcção.
Eu, ali sozinho, de licra, a sentir a adrenalina a invadir o meu corpo em arrepios.
Descobri nesse preciso momento outra capacidade da Canyon : Protectora de cães.
O cão estava mesmo numa de me assustar pois temia pelo rebanho que tomava conta. Eu só lhe gritava num tom mais alto que o seu latido :

- Que é que queres pá ? Não quero nada com as tuas cabras pá ! Deixa-me ir à minha vida.

E o cão fitava-me e mostrava a sua afiada dentadura.
Estivemos nisto uma eternidade, fitando-nos olhos nos olhos a ver quem era o mais forte. Nestas alturas, vêm ao de cima os nossos instintos primários de sobrevivência. Ele tentava contornar a Canyon pela esquerda e eu seguia-o. Tentava pela direita e eu seguia-o. Puro acto de cobardia (ou não). Coragem era pousar a Canyon para o lado e dizer :

- Qué que queres meu fdp ?!?!?
E espetar-lhe com tal biqueirada circular naquele focinho que os cleats lhe arranhassem a garganta.
E coragem ? Pois sim! Não tinha. Só garganta.
Tentei então uma abordagem mais diplomata (cobarde isso sim) que foi aguardar por algo que me fizesse sair daquela situação.
Entretanto o cão tinha desistido de me tentar tornear e tinha ido para perto das cabras que estavam na estrada, precisamente por onde eu tinha que passar e onde não havia qualquer forma de contornar.
Pensei: “Vou indo devagar a ver se funciona”
Dei então um passo. Como que automaticamente, o cão vira-se e volta a correr desalmadamente ao meu encontro. E volta outra vez a mesma cena. Berros, a dança da rodinha, tu vai por um lado eu fujo por outro, enfim, um tormento. Isto aconteceu mais duas vezes.
Eu olhava para a serra a ver se encontrava o pastor (que normalmente anda a pastar as cabras, obviamente) e nada. Eu, se calhar, se fosse pastor, estaria atrás de um rochedo a apreciar a cena chorando de tanto rir, mas pronto.
Finalmente e porque na estrada não há pasto, as cabras decidiram começar a subir o monte saindo assim do meu caminho. O burro do cão seguiu-as.
Respirei fundo, esperei que subissem um pouco mais para ter uma distância segura, monto a Canyon e ala meleiro que se faz tarde. Siga pa bingo. Desta já me safei.
E segui nesse dia até ao alto de espinho (com o rabinho entre as pernas) sempre atento a qualquer movimento que pudesse ser de um cão. Acreditem que a partir deste acontecimento, quando ando na Canyon, o pneu de trás faz um barulho tipo cão a rosnar. Imaginem a minha aflição.
Não me vou alongar com mais considerações que me passam pela cabeça actualmente só vos deixo a minha consideração mais soft.
Estou a pensar artilhar as minhas sapatilhas com dois espetos de carbono (que libertem xanax) nas biqueiras e duas esporas tipo cáubói também de carbono com pontas laminadas gillete que é para o caso deles aparecerem de surpresa por trás não terem a mínima hipótese de me ferrarem e saírem a rir.
Cá vos espero, meus cães burros.

Duas coisas tenho a dizer :
1. O cão PODE ser o melhor amigo de ALGUNS homens, meu não !
2. O cão é de facto o maior inimigo dos ciclistas !

Mensagem para este cão burro pastor alemão : Ó meu grande cão ! Para a próxima vez, eu vou com os meus amigos ai e vamos-te partir esses dentes todos ! TOOOODDDDDDOOOOOOOOOSSSSSSSSSS !
E depois o chefe vai-te dizer ao ouvido Vai Buscua-los Cão, Boi!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Do Vale Coronado ao Alto do Farinha 2010.08.28

Olá caros enterras,

Nem sei como começar a narrativa do passado fim-de-semana, tantas foram as pedaladas, que até lhe perdi a conta.

Em primeiro lugar o objectivo era ambicioso:

Em bicicleta ir do Vale Coronado ao Alto do Farinha, também conhecido por Senhora da Graça e vir com o Chefe. Em primeiro lugar fiquei contente com a adesão espontânea dele, pois assim que eu disse - “No Sábado vou à Senhora da Graça!”, ele respondeu: “Eu também! Onde fica isso?”. Como vêm o sentido de orientação do homem é impecável, e digo-vos mais, se não* fosse ele neste momento ainda andaríamos às voltas ali para os lados de Chaves… ou Puebla de Sanabria…

Combinamos por volta das 6 em minha casa, e saímos por volta das 7, estava um frio!! No mínimo 11 graus, mas rapidamente aqueceu para uns 14 na subida para a Seroa… O rumo foi Paços de Ferreira, Freamunde, Lousada, Lixa, Celorico, Mondim.

Sem problemas chegamos ao sopé do cone sempre impressionante por volta das 11 e 30, aqui já faziam uns 32, 33 graus. Obviamente já tinha esquentado!

A subida decorreu sem problemas de maior, um pouco menos de 1 hora e depois a descida… rápida. E lá nos pusemos a caminho: “Já só falta metade!”, diz o Chefe… A subida de Celorico para Fervença é do piorio! Paramos mais 4 ou 5 vezes para reabastecimentos, recolocações geográficas e pausas forçadas (músculos sujos e com dores)**…

Quando por fim chegamos à Serôa foi o alívio do costume, agora é mesmo sempre a descer até casa… Acabamos perto das 7, com uma média próxima dos 20, 10 horas e 30 a pedalar. E digo-vos uma coisa, Chefe é Chefe e uma boa companhia! Com ele está sempre tudo bem!

* retirem o não
** do Morcão

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Comentário muito grande que virou artigo

Ora boas !

Estas ferias têm sido assim assim. Descobri a importância dos alongamentos antes e depois do treino. Depois explico-te pois para ti (murcão) ainda mais importante é dado o teu problema de cóóóóluna.

Agora, a melhor noticia foi que ontem, ligaram-me da PatoCycles a dizer que o meu canhão estava pronto ! Apesar do tempo que demorou, sai da loja com um sorriso de orelha a orelha ! Cobraram-me 17,15€ devido ao transporte da forqueta para a Fox. Foi o seguinte :

- Substituição da coroa;
- Kit de retentores;
- Lubrificação Fox;
- Aranha de direcção;

De notar que o manipulo TALAS (na perna esquerda) que permite regular o curso (100-120-140) é o da nova TALAS, ou seja, mais facil de rodopiar (hehehehe).

Só tenho a agradecer à PatoCycles !

De resto, comecei logo na 2ª feira com partida na Singesco, Sanatório, Rio Ferreira, Couce e ainda estava a pensar subir quintarei para depois descer pela habitual subida (quintarei inbertidu) mas ao olhar para lá, estava muito fumo do que parecia ser mais um incendio. Tentativa abortada e regresso a casa.
Nos dias seguintes, apenas rolar uns 15 Km/dia. O melhor está para vir : O Marão. Vou para lá amanhã !

Relativamente aos 5 Cumes por mim tásse bem. Eu estou com a esperança de que todos vão aos 5 e ninguém aos 3.

(silencio)

É preciso ver o resto do pessoal e principalmente, convém que se INSCREVAM ! (e já agora que paguem também). O almoço para mim não está incluido mas se vocês não tiverem outra hipotese, levem uma mochilinha e tragam alguma coisa pró TuOuSix, nem que não seja meia batata palha ou dois grãos de arroz... Ou melhor, pegam num bocado de carne e enrolam num guardanapo e se alguém perguntar onde vão com isso digam :
- É para o meu cãozinho que está no carro cheiinho de fome, que eles deixam passar !

Relativamente ao Chefe : Um dia vamos mudar de nome para ReventaBainhas. Eu explico. No passado sábado fui eu, o Cute e o Chefe dar uma volta, assim em jeitos de passeio. Subimos o sanatório, Santa Justa (à justinha que aquilo sobe, menino, mas sobe mesmo !), Rio Ferreira, Couce e casa.
Enquanto nos deleitavamos com o lanche ali no sopé de Pias observamos variadissimos fenómenos :

- 5 indigenas que tinhas acampado alí que estavam a arrumar as tralhas enquanto ouviam musica cigana e/ou musica às bolinhas (Cute sabe a que me refiro). Qual não foi o meu espanto quando arrumaram tudo nos carros menos os sacos do lixo. Que irritancia ! Pessoal otário ! Com baldes do lixo a 200 metros no máximo ! Apetecia-me ir lá e fazê-los engolir-le-os ! FDP ! Tem algum jeito ? Não entendo. Só não fui lá dar-lhes um fardo de purrada porque estava de licra e podia parecer mal.

- Outro fenómeno, infelizmente infeliz foi que durante o passeio e até esse ponto, o chefe queixava-se de uns barulhos. Até aqui nada de anormal, é o costume. É isso e quando vou com estes dois é ovo à frente e ovo atrás. Infelizmente, digo e repito, o Chefe tinha razão ! Havia um ruido que para mim era familiar. Um ranger (não o do Texas) na parte da frente da golden one, algo parecido com o ranger da Canyon antes da forqueta ir para a garantia.
Tirei a roda da frente da Golden (que é mesmo muito levezinha) e pedi ao Chefe para segurar a bike só na roda de trás. Agarrei a forqueta e torci-lhe as pernas um bocadinho. Facto consumado : As bainhas estavam a ranger, provavelmente devido a destemperamento das soldaduras (ou algo do género). O chefe suspeitava da caixa de direcção e eu também queria suspeitar, mas o barulho era de facto muito familiar, familiar de mais. No dia seguinte veio a confirmação : Era mesmo a forqueta ! Fónix ! Outro !?!?! Como ?
Chefe, pensa, ao menos está com saude (fisica, porque mental, tststs). Tudo o resto se resolve, com mais ou menos tempo...
Agora que é uma coisa má, é ! Se quiseres, empresto-te a minha PLCM agora que tenho o canhão.

O Coutinho não sei quem é.

(silencio)


O Mister Ci está em estágio de Agosto que consiste em dar umas voltas solo onde só deixa cair as pernas nos pedais. Deixá-lo andar a ver se recupera da lesão em definitivo.

Desejo-vos voas voltas 100 + problemas mecânicos. Eu, vou pró Marão e espero não apanhar incendios !

Grato pela atenção dispensada,
2ou6

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Já lá estou !!!!



Só fiquei triste por este ano não passar pelo Facho :(
...Tinhamos encontro marcado... Se calhar, depois da maratona feita, vou subir-le-o. (Olha o murcão : Tás Tolo)

Pessoal, é uma boa maratona.
Se quiserem saber, estou inscrito para os 80Km sem almoço.

TuOSix

terça-feira, 27 de julho de 2010

Le Tour 2010 à Rodez


Já que estão a acabar as férias vou dedicar algum tempo a descrever o que vi do Tour em Rodez. Antes de mais parabéns ao Contador, ao Schleck, ao Sérgio e ao Lance. Todos saíram vencedores destas 3 semanas, no meu entender.

A 13.ª etapa partia de Rodez e terminava em Revel e era, basicamente, uma etapa de transição, dos Alpes para os Pirinéus.

Saí de casa do meu cunhado às 8 em ponto, com o meu sobrinho. As festividades já tinham começado com o pequeno-almoço de tripoux* , oferecido pela câmara, que gastou 200.000€ para ser uma ‘Ville départ’ do Tour.
Já que falo em euros, cada carro da caravana publicitária pagou 40.000€ para participar, e eles eram muitos. A caravana, que este ano comemorava 80 anos, é em si um espectáculo também, tem 20 kms de extensão e demora 45’ a passar. E foi aqui, olhando o relógio, que percebi porque os portugueses vão estar sempre atrasados**...

Tratei das encomendas da malta, dei uma volta ao parque da caravana e fui guardar as camisolas. A partir das 10:30 começaram a chegar as camionetas das equipas e os respectivos carros de apoio, 3 por equipa com as bicicletas sobresselentes no tejadilho. Nós estávamos junto à entrada a tirar fotos a tudo quanto mexia. As bicicletas dos corredores saem do autocarro também. Por volta das 11:30 saiu-nos a sorte grande, um membro da organização ofereceu ao meu sobrinho e a mim um livre-trânsito para o parque. Que espectáculo!

E fomos direitinhos à zona da Radio Shack, vimos vários corredores, o Kloden, Leipheimer, Brajkovic, Horner e o Sérgio Paulinho. Dei-lhe os parabéns pela vitória, e ele agradeceu, surpreendido por alguém lhe falar em português… Como não aparecia o Boss fomos passear pelas áreas das outras equipas. Tivemos em quase todas e conseguimos estar ao pé do Vinoukorov e vários outros da Astana, mas não os conhecia. O meu sobrinho escolheu a bicicleta que queria para os anos e tirou uma foto com o Chavanel. Depois voltamos para junto do autocarro do Lance, já só restava uma bicicleta encostada, ainda por cima com o número 21, por isso ainda não tinha saído. Já faltava pouco para a partida fictícia e eis que ele desce. Tal qual como o vemos na TV, falou uns segundos para uma jornalista americana, deu uns autógrafos e lá foi.

E foi assim, inesquecível!

* Como não têm consistência não comi.
** Uma hora...

PS:

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Le Morcon


Salut tout le monde, içi Le Morcon.

Trago-vos notícias de terras gaulesas que visitei com a família e que certamente não esquecerei. Quando há uns meses planeei o percurso, assim que soube que um local da partida seria Rodez, pensei em passar uns dias nos Pirinéus e depois seguiria para a casa do meu cunhado, mas estava longe de imaginar o que são aqueles montes e a dimensão do Tour.

A localização do acampamento zero foi Argelès-Gazost, pela proximidade dos grandes cumes, porque é habitual o Tour passar por lá e porque dali é sempre a subir. O primeiro foi o Hautacam que, como os outros, previ antecipadamente com a ajuda do site climbbybike, com 1635 metros de altitude, 6,8% de média, acumulado 1170 e dista 17.3 de Argelès. Podem ver no vídeo uma subida do boss, muito* parecida com a minha.



No dia seguinte era a vez do mítico Tourmalet, que neste ano iria ser escalado pelo Tour por duas vezes, uma pelo lado de La mongie e outra pelo de Luz Saint Sauveur. Escolhi naturalmente esta última porque permitia um aquecimento prévio de 25 km a partir do hotel**, necessário para tão grande subida. São 19 kms com uma média de 7,4, 2115 metros de altitude e um acumulado de 1404. Demorei 2 horas desde Luz St Sauveur para conseguir chegar lá e comprar um gelado e uma cola. Só tenho a dizer uma coisa parafraseando o Coutinho:
- Brutal! É imenso! E dinheiro bem empregue pois a cola soube-me pela vida!


Passaram por mim imensos ciclistas, quer num sentido quer noutro, e os que subiam na grande maioria diziam ‘Bon Jour’ ou ‘C’est dur!...’. Uma ciclista à saída de Barèges subia com um bebé num atrelado, as caravanas já ocupavam as áreas melhores, era 5.ª feira e o Tour só passava ali na 3.ª feira da outra semana… e também na 5.ª…

Para terminar o col d’Aubisque, 1710 metros, via col du Soulor, uma subida que não sendo difícil no seu todo, acaba por ser de HC pela dificuldade que o col du Soulour representa. No fundo são dois cumes separados por 7 kms e entre eles existem zonas muito perigosas, e dois túneis, um deles onde não se vê, por uns segundos, um metro à frente do nariz!

Já estou com saudades!

A crónica do Tour fica para depois!

* Pouco
** Para perceberem como se respira naquela zona o ciclismo, o hotel onde fiquei que era absolutamente normal, tinha garagem não para carros mas para bicicletas, onde encostei a minha a uma dezena de outras que lá estavam….

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Sergio Paulinho vence no Tour 2010

PARABÉNS SERGIO !


Imagem do Jornal de Noticias (http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Desporto/Interior.aspx?content_id=1618293 )
Imagem do blog do Sergio (http://sergiopaulinho.blogspot.com/)


Depois da etapa rainha no Alpes, chegou a etapa que ligava Chambéry a Gap onde no final da mesma se corria numa descida famosa pelo corta-mato feito pelo Lance Armstrong para fugir ao embate certo com Beloqui à uns anos atrás.


O nosso tuga esteve toda a etapa num grupo de fugitivos e acabou por, no final, demonstrar uma frieza tactica superior ao seu ultimo companheiro de fuga Vasyl Kiryienka ganhando a etapa por meia roda de diferença. Ainda assim foi taco-a-taco.

De lembrar que a ultima vitória numa etapa do Tour conseguida por um portugues foi no loginquo ano de mil-nove-oitenta-e-nove por Acácio da Silva.

Por tudo isto e o que falta dizer, os nossos parabéns a este Homem pelo feito de ontem. Encheu-nos de orgulho Sérgio !

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Partida da Maratona do Vouga

Estou sem palavras. Vejam :

terça-feira, 6 de julho de 2010

MORCÃOVOUGA

Morcão e os amigos
satisfeitos



Morcão esquecido


LINDO










Morcão na festa do calcão cueca


BONITO








Obrigado a todos porque sem voces eu nunca iria a lado nenhum!
Quem quiser umas botas é só falar que eu dou!!!
Hi Hi Hi Hi Hi

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Maratona do Vouga 2010

Olá Enterras,

Como podem observar, tenho pouco sono... também ninguém me pode censurar depois dos resultados de hoje!!!... Estou ainda a digerir a derrota do Brasil e umas bifanas... e uns cajus...

Adiante…, o que pretendo é abrir um registo neste semanário sobre a próxima aventura dos enterras, a maratona do Vouga, ainda é sexta-feira e já está tudo em alvoroço!

- O Cutepino foi treinar hoje a Setúbal com o Éle Éme, penso que para os lados da serra da Arrábida*, estão com’ó aço!
- O Tu o'Six ou se cala ou s'enTalas, pois a tentativa de tornar a suspensão numa lefty não resultou lá muito bem...
- O Chefe ligou-me hoje, 'táva no La Pin, pelos vistos distraído, disse que alguma coisa 'táva a custar entrar**...
- A do Coutinho já não se vedava...
- E finalmente, o Morcão mandou mudar umas coisitas na M e, obviamente, lavá-la para que o Tu o'Six não fique chateado com as condições...

Agora, o que queria mesmo registar era o seguinte:

- Local de reunião: BP de Alfena
- Dia: 4 de Julho de 2010
- Hora: 7:15 - 7:30
- Objectivo: Pequeno-almoço
- Tolerância: Zero
- N.º de dorsal: Tatuar cada um o seu em qualquer parte do corpo****.



* Se seguiu o GPS como eu, passou 3 vezes junto ao porto...
** Como sabem, eu não minto, foi o que disse!
**** Normalmente visível, 'tá bem?

sábado, 26 de junho de 2010

Um daqueles dias...


Caros Enterras,

O relato do dia aziago segue dentro em pouco. Houve apenas dois momentos de regozijo, uma inovação trazida para o grupo, e que brevemente esperamos no mercado, a nova Fox Talas Lefty 140 mm, castanha ou preta*. A imagem, conforme podem verificar foi assinada por um enterra inovador, o Jorgex. O outro foi um composto de alta-competição, trazido pelos enterras e que se parece com uma vagem de alfarroba mas que eles deram o nome de banana. Traziam-nas dentro de sacos plásticos, eram castanhas, a fugir para o preto, e para as ingerir sugavam o interior sem consistência. Proponho o nome de Valfabana (Vagem de Alfarroba-banana).

Mas voltando ao resumo do dia, este começou cedo com a reunião da malta no local do costume, e como estávamos na véspera da maratona do Vouga fomos, com espírito de preparação para a mesma, fazer quilómetros. Começamos por subir à Seroa (o Cutepino e o Tu o’Six meteram-se por um atalho, mas não era grande coisa) e o Coutinho teve que abrandar para atender uma chamada de telemóvel. Como fariam antes as pessoas sem este dispositivo? Comunicavam, obviamente, mas por outros processos, sinais de fumo, iogurtes com cordel, à lapada**.

Na descida por monte o Tu o’Six viu duas cobras, uma ainda viva****, tentamos escalada e depois, só problemas:

O Morcão partiu o corno direito do guiador da M;
A bike do Coutinho começou a verter óleo do amortecedor;
O ruído vindo da Golden One aumentou bastante;
O Chefe caiu e partiu também o corno direito e não só, mas não se magoou;
Não conseguimos apanhar abelhas;

Enfim, foi um daqueles dias… Esperemos melhores!

* Tinta holográfica ou daltonismo. Com base nesta tecnologia temos o HVD.
** Quando eu recebia alguma percebia logo que tinha que fazer ou deixar de fazer alguma coisa, rapidamente… sinal que a comunicação tinha sido bem recebida. Lembram-se do início do vídeo do True Faith dos New Order? Era um exemplo de uma conversa nestes moldes…
**** A mais perigosa estava a descansar, ou a preparar-se para a metamorfose em carteira.

quinta-feira, 24 de junho de 2010